Preparar corretamente uma trilha

Devido à natureza diversa do terreno encontrado, a trilha impõe um preparo específico. Entretanto, alguns princípios fundamentais devem ser respeitados, no que concerne o treino e o material.

Com frequência, os trilheiros contentam-se com longas saídas em percursos, repetidas inúmeras vezes. É certamente reconfortante reencontrar seu parque favorito e efetuar um treino confortável cheio de emoções. Mas essa não é a melhor maneira de progredir e preparar  o desafio que está por vir. 

Para ser equilibrado, o preparo trilha deve incluir todos os componentes do trabalho clássico de corrida. É necessário efetuar longas sessões para desenvolver  a resistência, mas  trabalhar igualmente, de modo mais qualitativo, incluindo principalmente etapas fracionadas no seu programa semanal.

 

O longo passeio

Aprender a resistir! Trata-se, sem dúvida, de prioridade para os trilheiros de todos os níveis. O treino torna-se mais benéfico se ele for efetuado na natureza. Agilidade, controle da tomada de riscos e estabilidade dos apoios fazem parte dos elementos que se desenvolvem longe do asfalto ou de terrenos muito balizados.

A primeira vocação do passeio longo reside, entretanto, na melhoria da resistência. É perda de tempo tentar correr rápido ou mudar de velocidade sem parar. O tempo estabelecido deve permitir-lhe sustentar uma conversa e manter uma perfeita lucidez em todas as ocasiões.

Não esqueça que o tempo global de esforço é frequentemente importante durante as trilhas. Mais de três horas. E às vezes, de seis a oito horas. É preciso acostumar o organismo a recorrer lentamente às suas reservas. Aprender também a reabastecer-se de modo regular e inteligente, no intuito de evitar a sensação de fome ou o início de uma desidratação, que podem ter, às vezes, consequências desastrosas. Um bom trilheiro é antes de tudo um corredor que sabe manter sua integridade física.

 

O treino fracionado

O treino na trilha associa-se aqui ao dos maratonistas e o dos corredores adeptos do asfalto. Ele organiza-se com sessões desenvolvendo um VMA melhor, isto é, a velocidade na qual o consumo de oxigênio alcança o limite máximo.

Como para os longos percursos, é preferível trabalhar na natureza. E notadamente nos terrenos acidentados. Escolher uma encosta de cerca de 300m e alternar as intensidades das atividades: importantes na subida e mais suaves na descida. O objetivo é múltiplo: aumentar s benefícios cardiovasculares, assim como a postura e a técnica de corrida. Enfim, os trechos na descida, tão importantes para os praticantes de trilha, permitem trabalhar as trajetórias e o controle de velocidade, mesmo se forem efetuados em câmera lenta.

 

O trabalho no limiar 

Outra técnica de treino a consultar com regularidade: o trabalho no limiar, que consiste em acostumar o organismo a tolerar esforços, de moderados a sustentados (ao redor de 80 a 90% de sua frequência cardíaca máxima).

Procure, como para o treino nas encostas, realizar um longo período de aquecimento e efetuar, em seguida, sequências compreendidas entre dez e vinte minutos sobre terrenos escorregadios – com períodos de recuperação sob forma de trote 50% menos importantes do que o tempo de atividade. Desacelere ou pare esse tipo de trabalho se as sensações não forem boas.

 

Boa trilha !

 

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